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Notas sobre os BRICS

junho 29, 2010

por Douglas Armendone

Os BRICS são um grupo de países que se assemelham pela vasta extensão territorial, grande população e economias de alto porte. Tendo considerado os pontos em comum, é importante salientar que cada um dos países que compõem o grupo, a saber: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, apresenta peculiaridades.

Em primeiro lugar, podemos considerar que têm poderio nuclear apenas Rússia, Índia e China. Tal condição, a lente de análise realista propõe, confere a eles poder de barganha e dissuasão maior do que aquele tido pelos outros dois membros.

De outra perspectiva, temos que Rússia e China já pertencem ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Órgão que, se sabe, é responsável por grande parcela na definição da agenda internacional.

Um outro argumento que os diferencia é que a China, por exemplo, não tem objetivos revolucionários diante do sistema internacional. Ao contrário disso, o Governo de Beijing se ocuparia em formular políticas conservadoras, prezando o status quo, entretanto, com ligeiras mudanças que favoreçam o Estado chinês.

Dentro do grupo, o Brasil é importante porque representa a hegemonia local do continente sul-americano, da mesma forma que cada um dos outros Estados desempenha papel de enorme relevância em suas respectivas áreas de influências.

Aqui pode-se evocar ainda a imagem que o próprio Brasil, por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, construiu no cenário internacional: um Estado economicamente forte (algo que se reflete na melhora no ranking das agências de rating), pacifista e que lidera pelo exemplo (podemos ilustrar essa afirmação com o tão elogiado trabalho desenvolvido pelos militares brasileiros no Haiti e o processo transparente e eficaz durante as eleições no Brasil, o que confirma sua aliança com os valores democráticos).

Ora, a pertinência do BRICS não é duvidosa. Segundo apontam especialistas, o grupo salvará a economia mundial em 25 anos, pois como o volume de sua participação no comércio internacional é cada vez mais crescente estarão eles entre os países que delimitarão os rumos da economia global.

Por fim, tendo em vista o que foi apresentado, fica a ressalva de que, por vezes, dependendo da questão em foco é preciso ‘desconstruir’ a unidade BRICS. Em alguns temas, como observado anteriormente, os Estados que compõem o grupo são significativamente distintos.

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