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10 razões para rir do Natal (e do Réveillon)

dezembro 19, 2008

Há mais motivos para se lamentar o término de um ano do que os especiais do Faustão e o show do Robertão. Por mais que você tente se convencer de que é tempo de paz, a época de festas, com o Natal e o Réveillon juntos, é um porre. Aqui vão 10 razões para você acreditar nisso.

1. Presentes: Você nunca recebe o que pediu. A maioria dos presentes não presta ou não serve. Se lhe dão sapatos, eles são 2 números abaixo do seu. E a sua tia acha que você ficará um charme com a camisa havaiana com estampas de coqueiros que comprou. Em compensação, você ganha um estoque de meias para uma década. Todas de cor bege com bolinhas vermelhas.
2. Programação de TV: Além dos especiais acima citados, os canais são invadidos por filmes natalinos. Você vê a 385ª reprise de “O milagre da rua 34”. Sem falar na overdose de filmes que se passam na Roma antiga. A quantidade de marmanjos usando saias e sandálias só é superada por festas gays à fantasia.
3. Hipocrisia: Todo mundo lhe deseja feliz natal e um próspero ano novo. Do zelador que te xinga pelas costas ao teu patrão. Que, por sinal, vai te despedir assim que você voltar ao escritório.
4. Bonificações: Todo mundo aparece para te pedir o “bônus de natal”. O cara que limpa o bueiro, o carteiro, o lixeiro que adora deixar metade do lixo espalhado na frente da sua casa (fora do saco, claro) e até um guarda noturno que você nunca viu na vida.
5. Retrospectivas: Tudo aquilo que você tentou esquecer durante o ano é lembrado por jornais e telejornais. Crises, guerras, assassinatos, etc. Você assiste e lê tudo e depois não consegue dormir na noite da virada, com medo do fim do mundo.
6. Trilha sonora: Em todos os lugares, nas lojas e supermercados, você só ouve “Jingle Bells” tocada por harpas paraguaias. Ou “Bate o sino” entoada por um coral de crianças desafinadas. Pior: Simone arrepiando em um cover de John Lennon: ” Então é natááál…um tempo féééééélishhhhhh!”
7. Visitas familiares: Por mais legal que seja a sua família, tem sempre algum parente pentelho. E ele vai te visitar. Se não são aqueles seus priminhos pestinhas que adoram quebrar seus vasos, são aqueles tios distantes que aparecem para tomar um café. E acabam jantando.
8. Repetições: Tem filme da Xuxa, 13º curto e matérias televisivas mostrando como o reveillon é comemorado em capa parte do ano – incluindo um repórter dizendo que “No Japão, o ano novo já começou!”. Tudo igual, inclusive o seu tédio diante de tudo isso.
9. Porre: Tem sempre alguém que exagera nas festas. Se não é você que fica bêbado e dá vexame, é um convidado que se encarrega de beber tudo e mais um pouco para depois vomitar a ceia inteira. E em cima do seu sofá novo.
10. Ano novo: Quando chega janeiro você pensa: “Ufa. Enfim acabou tudo”. Que nada. É a hora em que a conta do seu cartão chega…
Notem que, patusquíssimos leitores, não detesto o Natal; pelo contrário, aproveito-o bastante, assim como as passagens de Ano Novo que vêm logo depois, e todo amálgama de feriados ao longo do ano. Pois, como já diziam os mpbistas <nada melhor do que não fazer nada, só para deitar e rolar…> A proposta em reproduzir o texto acima não é desestimulá-los em relação às comemorações natalinas, mas fazer lembrar que o Natal deveria ser experimentado como uma experiência única. Não façam sempre o mesmo.

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