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Notas sobre o Marxismo

dezembro 3, 2008

Marx tinha certeza do alcance global do capitalismo e de seu movimento expansionista e universalizante e também de sua força modernizadora e civilizatória.

No Marxismo, o capitalismo deve ser compreendido como uma força histórica, portanto, não um acontecimento natural, mas sim produto do social. A expansão do capitalismo para a periferia criaria condições para sua aceleração e superação pela tendência à estagnação (por causa do grande número de oferta sou levado a produzir menos), concentração do capital (a crítica liberal feita é que sem concentração de capital não há como investir, não há como crescer com o capital pulverizado) e queda da taxa de lucro. O combate ao capitalismo se daria pela União Internacional dos trabalhadores. O problema é que a existência dos Estados e da “questão nacional” enfraquece essa união. Marx afirma que é um passo necessário à construção de uma sociedade igualitária, a destruição do Estado, então, a política como dominação desapareceria, dando lugar a uma gestão radicalmente democrática da vida social.

Lênin aponta que a contradição entre nações capitalistas (imperialistas) é determinante para desencadear o processo revolucionário que levaria à queda do capitalismo. Lênin fala da importância do Estado, é através dele que se desenvolve o conflito entre as nações, entre dominadores e dominados. O conflito passa de vertical (de classes) para horizontal (entre nações). A mais importante invocação introduzida por Lênin na abordagem marxista do capitalismo internacional foi a consideração dos Estados nacionais como atores do sistema internacional, em substituição às classes sociais.

A asserção mais importante dos dependistas acerca da dinâmica do capitalismo mundial aponta o subdesenvolvimento como produto do desenvolvimento das forças produtivas globais, ou melhor, das economias dos países do centro capitalista. A vertente cepalina, diferente de Marx e Lênin, vê o capitalismo e sua expansão como negativos, pois desde o início há dominação de classes. As formas como a desigualdade se manifesta na economia internacional são partes do processo de dominação que perpetua a exploração inescapável e, sobretudo, nesse processo não há o caráter moderador de Marx e Lênin.

O sistema-mundo tem por base o desenvolvimento desigual do capitalismo global e suas estruturas de dominação. Esse sistema proposto por Wallerstein é regido por leis de movimento que levam à exploração das economias pobres pelas economias centrais (ricas).

Quando opta pela abordagem sistêmica, Wallerstein passa a concentrar sua atenção nas características estruturais do sistema-mundo, neste caso, como o processo de acumulação de capital se organiza no tempo e no espaço.

O conceito de sistema-mundo é o ponto de partida de Wallerstein. Ele trata o sistema internacional como uma única estrutura integrada, econômica e politicamente, sob a lógica da acumulação capitalista.

Essa lógica da acumulação capitalista explica porque os centros de poder econômico mundial se deslocam geograficamente ao longo da história, e a dimensão temporal da acumulação mostrará como o sistema evolui na história. Wallerstein mostra como esses deslocamentos coincidem com ciclos de expansão e declínio econômico relacionados a fatores como comércio, investimento e tecnologia. Os momentos de crise de um são o momento da glória de outro. Momentos de crise são propícios para que potências emergentes reivindiquem maiores espaços de poder nas relações internacionais e maior participação nos fluxos de investimento.

Ao longo do processo histórico, produz-se uma organização espacial do sistema-mundo. Os Estados podem situar-se em três áreas possíveis: o centro, a semiperiferia e a periferia. Essas três áreas formam uma hierarquia de poder tanto econômico quanto político. O enfoque wallersteiniano mostra um capitalismo atravessado por contradições e ele acredita que tais contradições levarão a crises cada vez mais profundas, será o limite de expansão capitalista que provocará perda do dinamismo e, assim, o sistema entrará em colapso.

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