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A estratégia de Bismarck para alcançar a unificação alemã sob liderança prussiana

outubro 13, 2008

            Ao assumir o cargo de Primeiro-ministro da Prússia, Otto von Bismarck caminhou em direção à unificação alemã. No plano interno, ele adotou medidas para acelerar o desenvolvimento industrial, modernizou o exército, pois sabia que o processo de unificação do país passaria necessariamente pela guerra. Favoreceu a aliança entre a burguesia industrial e a nobreza latifundiária. Seria essa aliança, apoiada no exército, e não a participação popular, a base do processo de unificação. Houve poucas manifestações de rua ou proclamações republicanas, por isso, podemos descrever o movimento como uma revolução feita de cima para baixo. No plano externo, Bismarck procurou explorar as disputas entre as potências européias, firmando alianças ora com uma, ora com outra.

            Em 1864, Bismarck aliou-se à Áustria para combater e vencer a Dinamarca com o objetivo de conquistar dois ducados: Holstein, que ficou com a Áustria, e Schleswig, que passou a fazer parte da Prússia.

            Em 1866, o quadro mudou e ele lançou-se contra a Áustria por motivo da divisão das conquistas na guerra contra a Dinamarca, e com o objetivo de posicionar a Prússia como líder da unificação alemã. Para enfraquecer a Áustria, obteve a neutralidade da França. Vencido o inimigo austríaco, a Prússia impôs sua hegemonia em toda a região, criando, em 1867, a Confederação Germânica do Norte.

            A seguir, Bismarck voltou-se para o sul, onde alguns Estados não tinham aderido à Confederação. Algumas dessas regiões corriam o risco de cair sob domínio da França, onde Napoleão III exigia da Prússia compensações territoriais como pagamento por sua neutralidade durante a guerra austro-prussiana. A ameaça despertou forte sentimento nacional nesses Estados, que aceitaram a proteção militar da Prússia. Bismarck decidiu então investir contra a França.

            A Guerra franco-prussiana (1870-1871) teve rápido desfecho. O exército francês foi derrotado e como conseqüências, a França teve de ceder Alsácia e Lorena, e pagar à Prússia pesada indenização em dinheiro, além de ficar humilhada. Representantes dos Estados germânicos proclamaram em Versalhes a criação do Segundo Reich (Segundo Império) alemão, sob a égide de Guilherme I (o 1º Reich havia sido o Sacro Império Romano-Germânico). Indignados, os trabalhadores da capital Paris, pegaram em armas e criaram a Comuna de Paris, que era um órgão do Governo na tentativa de instituir um regime comunista. Com a humilhação imposta à França, consumou-se, finalmente, a unificação da Alemanha (Deutschland).

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