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ONU elege não-permanentes no Conselho de Segurança

Outubro 17, 2008

da Folha Online

Sem concorrentes, o México foi escolhido nesta sexta-feira para ocupar a vaga de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU destinada à América Latina. Os países elegeram, para a vaga da Ásia, o Japão, que concorria com o Irã; para a da África, Uganda, em candidatura única; e para as da Europa, a Áustria e a Turquia, que venceram a Islândia.

Os cinco novos membros não-permanentes recebem um mandato de dois anos a ser exercido entre 2009 e 2010.

O Conselho de Segurança é a instituição da ONU responsável, por exemplo, por decisões relativas à aplicação de sanções e envio de tropas de paz.

No total, o Conselho de Segurança possui 15 integrantes. Destes, cinco são permanentes e possuem direito a veto –China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia–; e dez são divididos em dois grupos com mandatos de dois anos que são eleitos anualmente pela Assembléia Geral da ONU. Para ser eleito, um país precisa receber dois terços dos votos dos Estados presentes e votantes.

Brasil

O tamanho do Conselho tem crescido desde que a ONU foi criada, em 1945. Em 1965, o número de membros eleitos aumentou de seis para dez. Há anos, Brasil, Índia, Alemanha e Japão tentam convencer a Assembléia a aumentar o número de assentos permanentes para pleitearem uma vaga. Neste ano, os 192 países-membros já decidiram, por unanimidade, que as negociações para as novas regras do Conselho de Segurança devem começar, no máximo, em fevereiro que vem.

O Brasil já foi eleito membro não-permanente nove vezes, e, acreditam os diplomatas, teria votos suficientes para ser escolhido membro permanente. Nesta sexta, mesmo sem ter sido candidato à vaga de não-permanente da América Latina, o Brasil recebeu um voto favorável.

Fonte: Folha Online

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O fracasso da Liga das Nações, algumas razões

Outubro 10, 2008

No fim da I Guerra Mundial, o Tratado de Versalhes (1919) foi assinado pelas potencias européias e encerrou oficialmente a guerra; foi criada a Liga das Nações (1919) com os EUA desejando administrar o mundo, a Liga pretendia arbitrar disputas internacionais e por intermédio disso evitar futuras guerras. Devido ao posicionamento dos países sobre o que deveria ser a Liga e como ela deveria agir, ela acabou falida em 1946 apesar de lutar para impor sua autoridade como instituição internacional importante.

Embora a Liga se mostrasse, assim, como uma organização capaz de resolver litígios entre potências menos importantes e de promover um grande leque de atividades humanitárias e econômicas, ela não era capaz de lidar com atos agressivos de seus membros mais importantes. E, lembrar de seus sucessos iniciais – prevenção dos conflitos nos Bálcãs, ajuda à reconstrução da economia austríaca, fundamentos de uma verdadeira política de desarmamento…-, seria esquecer a impotência da Liga das Nações por ocasião da agressão japonesa à China (Manchúria), em 1931; durante a invasão e anexação da Abissínia (Etiópia) por Mussolini (Itália) em 1935; sem mencionar o rompimento da Alemanha com o início do governo nazista (Hitler – 1933); e o fracasso em matéria de desarmamento.

Em 1939, com a declaração de guerra, a Liga decidiu interromper suas sessões até a paz. Depois de 1939, a Liga das Nações esvaziou-se e restringiu-se a atividades técnicas como a proteção de refugiados e os estudos sobre a futura reconstrução.

Os líderes não ignoraram que muitas vezes os faltou coragem moral, que muitas vezes hesitaram quando era preciso agir, que às vezes agiram quando era preciso e seria mais sensato hesitar. E, alguns dizem que os governos não souberam colocar-se acima de seus interesses particulares.

Esvaziada no fim da II WW, a Liga é substituída pela ONU, que logo seria vista manifestando a mesma impotência em relação a questões de desarmamento.

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