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Os novos desafios trazidos à agenda internacional e a sua relação com os processos de integração regional

Outubro 28, 2009

É verdade que o número de acordos econômicos regionais apresentou expressivo aumento na década de 1990. Nesse contexto, o ‘Novo Regionalismo’ se fundamenta em mudanças para um ‘regionalismo aberto’, que significa privilegiar os demais países membros do bloco de que se participa, mas não ser protecionista em relação a terceiros.

Em contrapartida, alguns desafios de gerenciamento político imposto pelas rápidas transformações econômicas são, por exemplo, as questões ambientais, de desenvolvimento equitativo, segurança humana, e educação.

Esses novos desafios trazidos à agenda internacional estão relacionados aos processos de integração regional do fim do século XX e início do XXI, pois é dentro deles que muitas decisões são tomadas, metas são estabelecidas, pautas fixadas.

Tomemos como exemplo a discussão ambiental. Enquanto o pensamento econômico clássico estaria focado naturalmente em aumento de lucros, muitos debates são realizados em torno da preservação dos recursos naturais não renováveis e a destruição do planeta Terra. Assim, questões como responsabilidade sócio-corporativa e selos que asseguram a determinados produtos o comprometimento de seus fabricantes com a proteção ambiental tornam-se novos desafios para o sucesso de empreendimentos de todo o globo.

A especulação financeira e o consumismo desenfreado também são discutidos dentro e fora dos blocos regionais. A gestão de fluxos de refugiados é tema tratado não mais unilateralmente – é latente o caso da União Europeia, em que o indivíduo que entra por qualquer um dos países membros, não está limitado pela fronteira nacional, mas sim pela fronteira regional que o bloco representa.

Temas como nacionalismo exacerbado e tensão regional precisam ter solução encontrada com brevidade, pois instabilidades regionais comprometem de modo inequívoco o bom funcionamento de blocos regionais. Assim, mesmo a ajuda humanitária e a reconstrução física e institucional dos países atingidos por catástrofes naturais recebem nova perspectiva sobre o olhar de um mundo em que blocos regionais são um dos principais atores no sistema internacional.

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