Posts de Abril, 2009

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Individus suspects

Abril 28, 2009

(par Gilbert Melki)

Beside the wall.Aujourd’hui, tout le monde passe pour un suspect potentiel.
Le jeune est suspect.
L’étranger est suspect.
Le type qui n’a pas l’air suspect est suspect.STONE...
Cette société me fait peur.

« On se blâme, on s’accuse, on se suspecte » (Diderot).

Don’t you know Sir Melki, the lack of confidence is the new black!?

 

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Giroscópio em movimento

Abril 22, 2009

 por George Orwell (1984)

capitalismOs capitalistas eram donos de tudo no mundo, e todas as outras pessoas eram escravas deles. Eram donos de toda a terra, todas as casas, todas as fábricas, todo o dinheiro. Se alguém lhes desobedecesse, podiam jogá-lo na prisão, ou podiam tomar-lhe o emprego e matá-lo lentamente, pela fome. Quando um cidadão comum falava com um capitalista, tinha de se encolher e se inclinar, tirar o boné e chamá-lo de “Senhor”.

Desde que se começou a escrever a História tem havido três classes no mundo, Alta, Média e Baixa. Mesmo depois de enormes comoções e transformações aparentemente irrevogáveis, o mesmo diagrama sempre se restabeleceu, da mesma forma que um giroscópio em movimento sempre volta ao equilíbrio, por mais que seja empurrado deste ou daquele lado.

Os objetivos desses três grupos são irreconciliáveis. O objetivo da Alta é ficar onde está. O da Média é trocar de lugar com a Alta. E o objetivo da Baixa, quando tem objetivo, é abolir todas as distinções e criar uma sociedade em que todos sejam iguais.

Assim, por toda a História, trava-se uma luta que é a mesma em seus traços gerais.

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O Coração ou a Monografia e as crianças

Abril 3, 2009

 O coração também é um metafísico:
Estremece por formas invisíveis,
Anda a sonhar uns mundos encantados,
E a querer umas coisas impossíveis…

Tobias Barreto
(1839-1889)

Inspirado nas palavras de Tobias Barreto, encontro-me pensando sobre minha monografia. O que querem de mim os cientistas sociais? Em breve, recebo o título de bacharel em Relações Internacionais.

A arte de elaborar uma boa monografia assim me parece:

Imagine uma criança. Ela vai a uma festa.
De praxe, a mãe ou pai dessa criança ajuda na colocação da sua roupa e na preparação para encontrar amigos, familiares e conhecidos.
A situação começa a complicar-se quando a criança – pronta para a festa -, ouve o seguinte:

“-Olha, agora você fica aí. Não se suje que agora eu vou me arrumar. ok?!“.

A criança está perdida. Não sabe que é praticamente impossível não se sujar.
Mesmo imóvel, estática, algo acontece e… pronto, a roupa não está mais limpa.

O pânico começa como uma ebulição. Ela sabe que seus pais ficarão decepcionados.
A peça de roupa foi escolhida especialmente para aquela festa.
Pobre criança, ainda que a falta não tenha sido sua. Esperavam dela zelo suficiente, atenção e maturidade para permanecer por alguns instantes que fossem, limpa.

A monografia assim é. Esperam um projeto limpo, impecável. Sem qualquer subjetividade afora a escolha do tema.

Academia cruel, contudo, coerente (?).

Mas, pergunto eu, não há modo de permanecer subjetivo enquanto exploro os caminhos científicos?

Em razão das questões ontológicas, metodológicas e epistemológicas protegidas por eles, acredito já saber a resposta.

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Do Intelectual

Abril 3, 2009

O intelectual denuncia, desmistifica, enfrenta, desmente, reconstrói e desafia.O intelectual não é racional porque se expõe.

Albert Einstein

Exterioriza pensamentos que podem colocar, ou efetivamente colocam, em risco sua própria integridade, a sua vida.

Mas, só assim prova ser racional, o mais racional entre os homens, porque sua atitude é o que garante a integridade da sociedade.

O homem intelectual sacrifica-se em favor do bem maior: seu semelhante, cada um deles.

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