Posts de Março, 2009

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Genève Internationale

Março 25, 2009

C’est 22 organisations intergouvernementales qui couvrent la plupart des enjeux de première importance pour l’humanité, plus de 160 missions permantentes d’Etats, 250 ONG ayant un statut consultatifs auprès des Nations unies et une communauté de plus de 40′000 personnes.Plus de 2000 conférences attirent chaque année environ 170′000 personnes. C’est aussi un pôle académique avec, entre autre, l’Institut de hautes études internationales et du développement.

 La Place des Nations

Genève, centre de la gouvernance mondiale, devrait aussi s’affirmer comme un centre intellectuel où foisonnent les idées et les échanges sur les défis planétaires.

Genève - OMC

Micheline Calmy-Rey, ministre suisse des affaires étrangères

Source: Swissinfo.ch

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O Estado de Guerra

Março 20, 2009

1984

“O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas dos produtos do trabalho humano.A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que doutra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e portanto, com o passar do tempo, inteligentes.

Mesmo quando as armas de guerra não são destruídas, sua manufatura ainda é um modo conveniente de gastar mão-de-obra sem produzir nada que se possa consumir.

Em princípio o esforço bélico é sempre planejado de maneira a consumir qualquer excesso que possa existir depois de satisfeitas as necessidades mínimas da população.

A guerra não apenas realiza a necessária destruição como a efetua de maneira psicologicamente aceitável. Em princípio, seria bastante simples gastar o excesso de mão-de-obra construindo templos e pirâmides, cavando buracos e tornando a enchê-los, ou mesmo produzindo grandes quantidades de mercadorias e queimando-as.  Mas isso só daria a base econômica, mas não a emocional, de uma sociedade hierárquica.

O que importa é que possa existir o estado de guerra.”

Já dizia WALTZ:

“O bem-estar da população mundial só pode aumentar na medida em que a produção aumente e isso só acontece quando há paz”.

Palavras que justamente confirmam a ficção.

Ora, não digo que não restam mais dúvidas quanto às desventuras da guerra. O mais relevante, acredito eu, é que a partir da leitura deste trecho, as dúvidas são direcionadas ao cerne da questão.

O texto é da autoria de George Orwell, a obra intitulada 1984 (curiosamente, é do ano de 1948…).

 

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Blue Heart

Março 18, 2009

Blue Heart CampaignHuman trafficking is a crime that strips people of their rights, ruins their dreams, and robs them of their dignity. It is a crime that shames us all. Human trafficking is a global problem and no country is immune.  Millions of victims are entrapped, and exploited every year in this modern form of slavery. To rally world public opinion against human trafficking, UNODC is launching the Blue Heart Campaign.

By wearing the Blue Heart you raise awareness of this crime and join the campaign to fight it. The Blue Heart represents the sadness of those who are trafficked while reminding us of the cold-heartedness of those who buy and sell fellow human beings. The use of the blue UN colour also demonstrates the commitment of the United Nations to combating this crime against human dignity.

Thank you for joining with us in this fight !

Blue Heart Campaign

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Palavras de Lutzenberger

Março 17, 2009

§ Me interesso muito pouco pela minha pessoa. Olho sempre para a frente. Custo a entender que estou com 75 anos.

§ Na hora, digo o que penso, boto para fora. Uso a emoção. Se alguma coisa me excita, falo excitado. Se me agridem, passo a agredir. Mas não sinto raiva ou ressentimento.

§ Em Brasília, todos são cínicos e não entendem como você não possa ser (sobre sua passagem como ministro do governo Collor).

Lutzenberger

§ A Alemanha fez penitência pelo holocausto. Mas o Brasil ainda deve a sua pelo que fez com os índios e os negros.

§ Os aviários se transformaram em campo de concentração de galinhas. Vem aí a galinha louca.

§ Capitalismo e comunismo são, na verdade, duas seitas da mesma coisa, que é o industrialismo.

§ A sociedade de consumo é, no fundo, uma religião fanática, um fundamentalismo pior do que o do Bin Laden. Está arrasando o planeta.

§ Há um governo mundial tecnoditatorial dos grandes grupos. O governo mundial é privado.

§ Li Marx de ponta a ponta no original, em alemão. Ele é tão tecnocrata quanto os capitalistas.

§ Hitler e Mussolini também diziam ser socialistas, como Fidel. Essa palavra e ser de esquerda não significam mais nada.

§ O livre mercado não resolve tudo, até porque é manipulado. O mercado só vê demanda, não vê necessidades. Os mercados são cegos para as gerações futuras.

§ Os padres são mais safados que os comunistas. Oferecem o paraíso para depois da morte, quando já não é possível cobrar nada deles.

 José Antônio Lutzenberger (Porto Alegre, 17 de dezembro de 1926 – Porto Alegre, 14 de maio de 2002) foi um agrônomo e ecologista brasileiro que participou ativamente na luta pelas questões ambientais. Foi secretário-especial do Meio Ambiente da Presidência da República de 1990 a 1992.

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‘Pecunia non olet’

Março 10, 2009

(por Carlos Heitor Cony)

Publiquei há tempos, neste mesmo espaço, crônica com este título: ‘Dinheiro não tem cheiro’. Explico a citação: para impedir sujeira nas ruas de Roma, Vespasiano mandou construir mictórios públicos que receberam o nome do imperador. Para compensar o investimento, taxou os vespasianos – até hoje existem alguns no centro histórico da cidade. Seu filho reclamou: achou que era demais cobrar impostos de uma necessidade pública. Vespasiano pronunciou então a frase que se tornou famosa: ‘Pecunia non olet’.

No carnaval que passou, com a simpática volta dos blocos de rua, alguns deles com quase um milhão de foliões (caso do Bola Preta, que desfilou na Rio Branco), surgiu um problema que pegou autoridades desprevenidas: as ruas, muros, árvores e postes foram transformados em banheiros ao ar livre. O combustível de um bloco carnavalesco é a cerveja, agradável bebida que tem efeito diurético.

Nas grandes cervejarias de Munique havia, pelo menos até certo tempo, dispositivos nas mesas de chope que aliviavam a necessidade sem que o freguês procurasse o banheiro: desapertava-se sem sair do lugar. Não chegamos a esse ponto de civilização.

Na verdade, pelo menos aqui no Rio, é cada vez maior o número de pessoas que cumprem a função em qualquer lugar público. Os historiadores contam que dom João XI, que nos trouxe a biblioteca nacional, as palmeiras do Jardim Botânico e outros benefícios urbanos, quando ia para Santa Cruz, mandava parar a carruagem e fazia suas necessidades. Consta que seu filho, ao dar o grito de independência e morte, deixou sua montaria e foi poluir as margens plácidas do Ipiranga.

Vespasiano e Pedro I foram imperadores. Em tempos republicanos, o problema ainda não foi resolvido.

Jornal do Commercio (RJ) 03/03/2009

Fonte: Academia Brasileira de Letras

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Crisis, what crisis?

Março 6, 2009

Think about this before going to the next one. The following words are brought to us by Albert Einstein.

Supertramp: fourth album

“Let’s not pretend that things will change if we keep doing the same things. A crisis can be a real blessing to any person, to any nation. For all crises bring progress.

Creativity is born from anguish, just like the day is born form the dark night. It’s in crisis that inventive is born, as well as discoveries, and big strategies. Who overcomes crisis, overcomes himself, without getting overcome. Who blames his failure to a crisis neglects his own talent, and is more respectful to problems than to solutions. Incompetence is the true crisis.

The greatest inconvenience of people and nations is the laziness with which they attempt to find the solutions to their problems. There’s no challenge without a crisis. Without challenges, life becomes a routine, a slow agony. There’s no merit without crisis. It’s in the crisis where we can show the very best in us. Without a crisis, any wind becomes a tender touch. To speak about a crisis is to promote it. Not to speak about it is to exalt conformism. Let us work hard instead.

Let us stop, once and for all, the menacing crisis that represents the tragedy of not being willing to overcome it.”

The picture above is from the fourth album of a British band named Supertramp. The album was released in 1975 and its name was exactly “Crisis? What Crisis?”. To me, this cover amazingly illustrates Einstein’s great words.