Posts de Dezembro, 2008

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I am a Muslim not a Commodity

Dezembro 22, 2008


I am a Muslim not a Commodity, première mise en ligne par Edge of Space.

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10 razões para rir do Natal (e do Réveillon)

Dezembro 19, 2008

Há mais motivos para se lamentar o término de um ano do que os especiais do Faustão e o show do Robertão. Por mais que você tente se convencer de que é tempo de paz, a época de festas, com o Natal e o Réveillon juntos, é um porre. Aqui vão 10 razões para você acreditar nisso.

1. Presentes: Você nunca recebe o que pediu. A maioria dos presentes não presta ou não serve. Se lhe dão sapatos, eles são 2 números abaixo do seu. E a sua tia acha que você ficará um charme com a camisa havaiana com estampas de coqueiros que comprou. Em compensação, você ganha um estoque de meias para uma década. Todas de cor bege com bolinhas vermelhas.
2. Programação de TV: Além dos especiais acima citados, os canais são invadidos por filmes natalinos. Você vê a 385ª reprise de “O milagre da rua 34″. Sem falar na overdose de filmes que se passam na Roma antiga. A quantidade de marmanjos usando saias e sandálias só é superada por festas gays à fantasia.
3. Hipocrisia: Todo mundo lhe deseja feliz natal e um próspero ano novo. Do zelador que te xinga pelas costas ao teu patrão. Que, por sinal, vai te despedir assim que você voltar ao escritório.
4. Bonificações: Todo mundo aparece para te pedir o “bônus de natal”. O cara que limpa o bueiro, o carteiro, o lixeiro que adora deixar metade do lixo espalhado na frente da sua casa (fora do saco, claro) e até um guarda noturno que você nunca viu na vida.
5. Retrospectivas: Tudo aquilo que você tentou esquecer durante o ano é lembrado por jornais e telejornais. Crises, guerras, assassinatos, etc. Você assiste e lê tudo e depois não consegue dormir na noite da virada, com medo do fim do mundo.
6. Trilha sonora: Em todos os lugares, nas lojas e supermercados, você só ouve “Jingle Bells” tocada por harpas paraguaias. Ou “Bate o sino” entoada por um coral de crianças desafinadas. Pior: Simone arrepiando em um cover de John Lennon: ” Então é natááál…um tempo féééééélishhhhhh!”
7. Visitas familiares: Por mais legal que seja a sua família, tem sempre algum parente pentelho. E ele vai te visitar. Se não são aqueles seus priminhos pestinhas que adoram quebrar seus vasos, são aqueles tios distantes que aparecem para tomar um café. E acabam jantando.
8. Repetições: Tem filme da Xuxa, 13º curto e matérias televisivas mostrando como o reveillon é comemorado em capa parte do ano – incluindo um repórter dizendo que “No Japão, o ano novo já começou!”. Tudo igual, inclusive o seu tédio diante de tudo isso.
9. Porre: Tem sempre alguém que exagera nas festas. Se não é você que fica bêbado e dá vexame, é um convidado que se encarrega de beber tudo e mais um pouco para depois vomitar a ceia inteira. E em cima do seu sofá novo.
10. Ano novo: Quando chega janeiro você pensa: “Ufa. Enfim acabou tudo”. Que nada. É a hora em que a conta do seu cartão chega…
Notem que, patusquíssimos leitores, não detesto o Natal; pelo contrário, aproveito-o bastante, assim como as passagens de Ano Novo que vêm logo depois, e todo amálgama de feriados ao longo do ano. Pois, como já diziam os mpbistas <nada melhor do que não fazer nada, só para deitar e rolar…> A proposta em reproduzir o texto acima não é desestimulá-los em relação às comemorações natalinas, mas fazer lembrar que o Natal deveria ser experimentado como uma experiência única. Não façam sempre o mesmo.

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Make no confusion this time

Dezembro 17, 2008

Merry Christmas to the believers!

Happy Hanukkah to the Jews!

and Happy Holidays to the rest.

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Um discurso em mangas de camisa (Da liberdade)

Dezembro 15, 2008

(por Tobias Barreto)

Sim, meus senhores, é a liberdade que nos falta: não aquela que se exerce em falar, bradar, cuspir e macular o próximo, porque esta temo-la de sobra, mas aquela que se traduz em atos dignos e meritórios. Informa-nos escritor competente que no pórtico da nova casa do parlamento alemão existe, entre outros, o retrato de um célebre deputado liberal, Carlos Mathy, debaixo do qual se lêem as seguintes palavras suas:

 “A liberdade é o preço da vitória, que adquirimos sobre nós mesmos”.

 – É esta, senhores, que deve provocar os nossos anelos, é desta que carecemos: o preço da vitória adquirida, não tanto sobre um governo maléfico e execrável, como antes sobre nós mesmos, sobre os nossos desvarios, e a nossa facilidade em deixarmo-nos intimidar, ou seduzir, pela tentação dos seus demônios.

 Entretanto, eu tenho, neste sentido, sombrias apreensões. Talvez já seja tarde para consegui-lo. Notai bem: tarde, e não cedo. Não pertenço à escola dos teoréticos pacientes, que julgam o povo ainda não maduro para a liberdade. Como se fosse possível aprender a nadar sem meter-se dentro d’água, ou aprender a equitação sem montar a cavalo!

 – Dislates iguais aos dos que querem que o povo passe por um tirocínio da liberdade, sem aliás exercê-la.

 In: GONÇALVES, Magali Trindade e outros. Antologia de antologias: prosadores brasileiros revisitados. São Paulo, Musa, 1996.

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Submission in an Unsubmissive World

Dezembro 11, 2008

I own a cat named Tonn.

I try to get him to listen but cats are incapable of having a submissive heart.

They don’t have a submissive bone in their body.

You see thousands of years ago cats were worshiped as gods and they never forgot this.

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Le rôle des cantons suisses

Dezembro 11, 2008

Un groupe d’enfants ne peut se mettre d’accord sur l’origine des bébés.

- «Ce sont les cigognes qui les apportent», dit l’un.

- «Ne sois pas idiot, ils naissent dans les choux», dit un autre.

- «Eh bien, en fait», répond le troisième, «tout dépend du canton».

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O Sintoma Nacional

Dezembro 8, 2008

Encontro em todos os meios sociais meninas de três a dez anos vestidas e pintadas como inverossímeis sex symbols. Digo inverossímeis pois dificilmente mesmo profissionais da prostituição achariam uma tal caricatura adequada ao delicado mecanismo da provocação.

Só depois descubro a origem desta mascarada infantil: o programa da Xuxa.

A idéia é genial e inédita: organizar um programa para crianças, aliás assíduo e comprido como a fome, animado por uma mulher que comprovadamente, no discurso dos adultos, parece animar o desejo masculino.

O essencial não é que o programa agrade as crianças ou as divirta. O essencial é que Xuxa agrade aos homens. Pois isso não deixa escapatória às crianças. Para as meninas: como não se identificar a ela, se vestir como ela, dançar e cantar como ela, se ela é objeto do desejo paterno? Xuxa responde à pergunta básica de qualquer menina: como ser mulher? pois a pergunta sempre se completa assim: como ser a mulher que o pai queria, além da mãe? E o menino mais facilmente descobre um acesso fácil à identificação com o desejo paterno. Gostar de Xuxa é um jeito aparentemente certo de ser como o pai, ou melhor ainda, de interpretar o seu desejo.

O mecanismo é simples e funciona tanto melhor onde os sujeitos estejam na necessidade (histérica) de agradar um pai. O que pressupõe que se interroguem sobre qual rumo poderia tomar o seu querer.

CALLIGARIS, Contardo. Hello Brasil! Notas de um psicanalista europeu viajando ao Brasil / Contardo Calligaris. 6ª ed. São Paulo. Escuta, 2000. (Página 151)

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Une bonne citation

Dezembro 3, 2008

 réfléchir
“Réfléchir, c’est-à-dire écouter plus fort.”

- Samuel Beckett -

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Notas sobre o Marxismo

Dezembro 3, 2008

Marx tinha certeza do alcance global do capitalismo e de seu movimento expansionista e universalizante e também de sua força modernizadora e civilizatória.

No Marxismo, o capitalismo deve ser compreendido como uma força histórica, portanto, não um acontecimento natural, mas sim produto do social. A expansão do capitalismo para a periferia criaria condições para sua aceleração e superação pela tendência à estagnação (por causa do grande número de oferta sou levado a produzir menos), concentração do capital (a crítica liberal feita é que sem concentração de capital não há como investir, não há como crescer com o capital pulverizado) e queda da taxa de lucro. O combate ao capitalismo se daria pela União Internacional dos trabalhadores. O problema é que a existência dos Estados e da “questão nacional” enfraquece essa união. Marx afirma que é um passo necessário à construção de uma sociedade igualitária, a destruição do Estado, então, a política como dominação desapareceria, dando lugar a uma gestão radicalmente democrática da vida social.

Lênin aponta que a contradição entre nações capitalistas (imperialistas) é determinante para desencadear o processo revolucionário que levaria à queda do capitalismo. Lênin fala da importância do Estado, é através dele que se desenvolve o conflito entre as nações, entre dominadores e dominados. O conflito passa de vertical (de classes) para horizontal (entre nações). A mais importante invocação introduzida por Lênin na abordagem marxista do capitalismo internacional foi a consideração dos Estados nacionais como atores do sistema internacional, em substituição às classes sociais.

A asserção mais importante dos dependistas acerca da dinâmica do capitalismo mundial aponta o subdesenvolvimento como produto do desenvolvimento das forças produtivas globais, ou melhor, das economias dos países do centro capitalista. A vertente cepalina, diferente de Marx e Lênin, vê o capitalismo e sua expansão como negativos, pois desde o início há dominação de classes. As formas como a desigualdade se manifesta na economia internacional são partes do processo de dominação que perpetua a exploração inescapável e, sobretudo, nesse processo não há o caráter moderador de Marx e Lênin.

O sistema-mundo tem por base o desenvolvimento desigual do capitalismo global e suas estruturas de dominação. Esse sistema proposto por Wallerstein é regido por leis de movimento que levam à exploração das economias pobres pelas economias centrais (ricas).

Quando opta pela abordagem sistêmica, Wallerstein passa a concentrar sua atenção nas características estruturais do sistema-mundo, neste caso, como o processo de acumulação de capital se organiza no tempo e no espaço.

O conceito de sistema-mundo é o ponto de partida de Wallerstein. Ele trata o sistema internacional como uma única estrutura integrada, econômica e politicamente, sob a lógica da acumulação capitalista.

Essa lógica da acumulação capitalista explica porque os centros de poder econômico mundial se deslocam geograficamente ao longo da história, e a dimensão temporal da acumulação mostrará como o sistema evolui na história. Wallerstein mostra como esses deslocamentos coincidem com ciclos de expansão e declínio econômico relacionados a fatores como comércio, investimento e tecnologia. Os momentos de crise de um são o momento da glória de outro. Momentos de crise são propícios para que potências emergentes reivindiquem maiores espaços de poder nas relações internacionais e maior participação nos fluxos de investimento.

Ao longo do processo histórico, produz-se uma organização espacial do sistema-mundo. Os Estados podem situar-se em três áreas possíveis: o centro, a semiperiferia e a periferia. Essas três áreas formam uma hierarquia de poder tanto econômico quanto político. O enfoque wallersteiniano mostra um capitalismo atravessado por contradições e ele acredita que tais contradições levarão a crises cada vez mais profundas, será o limite de expansão capitalista que provocará perda do dinamismo e, assim, o sistema entrará em colapso.

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