Posts de Outubro, 2008

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Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Outubro 31, 2008

CPLP logo

 A CPLP é uma organização criada por países lusófonos, que instiga a aliança e a amizade entre os signatários. A sua sede está localizada em Lisboa.

Atualmente, o Secretário Executivo da CPLP é o embaixador cabo-verdiano Luís de Matos Monteiro da Fonseca.

 

Os 8 Países Membros são:

  • Angola
  • Brasil
  • Cabo Verde
  • Guiné-Bissau
  •  Moçambique
  •  Portugal
  •  São Tomé e Príncipe
  • Timor-Leste

Por seu turno, os 3 observadores associados:

  • Guiné Equatorial
  • Maurícia
  • Senegal

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Interests, Power and Multilateralism, por Lisa Martin

Outubro 22, 2008

Lisa Martin defende que os Estados podem escolher várias disposições de forma de organização para basear as suas interações, entre elas está o multilateralismo.

O conceito de multilateralismo consiste em três princípios: Indivisibilidade, Não-Discriminação e Reciprocidade Difusa.

A Indivisibilidade é ilustrada por arranjos de segurança coletivos onde um ataque a um é considerado como um ataque a todos. Os Estados se unem e formam um corpo indivisível. Acredita-se que os Estados vão cooperar se tiverem os mesmos problemas.

A não-discriminação ou princípios de organização generalizados afirma que as partes devem ser tratadas de modo similar e que o outro não pode ser excluído.

The wall of International Peace - Arbat Quarter - MoscowA reciprocidade difusa garante que é muito mais fácil cooperar em temas mais amplos, onde haja interesse comum.

Lisa aponta que o multilateralismo deve ser entendido como um meio e não como um fim em si mesmo. Isso, para que se possa abrir a possibilidade de uma discussão mais ampla sobre os temas em questão e, então, maximizar a sua utilidade, favorecendo, assim, os resultados.

De acordo com Martin, o multilateralismo se caracteriza pela representação de 3 papéis que são desempenhados no processo de cooperação: o primeiro estágio é favorecer as decisões; o segundo, delimitar o tamanho da cooperação; e o terceiro estágio é a implementação das decisões.

O multilateralismo requer que os Estados sacrifiquem a flexibilidade no processo de decisão e resistam a tentações de curto prazo em favor de benefícios no longo prazo. O sucesso do multilateralismo  depende da compreensão do problema fundamental da interação estratégica dentro de uma área de debate.

As formas de interação estratégica podem ser divididas em uma tipologia de categorias, sendo: colaboração, coordenação, persuasão e garantia.

Na colaboração temos o ‘dilema do prisioneiro’, caracterizando situações em que os resultados de equilíbrio são subóptimos, ou seja, ninguém ganha porque ninguém coopera. É preciso que as partes rejeitem a sua estratégia dominante que é não cooperar. É possível superar os problemas de colaboração a partir de alguns fatores como usar a estratégia mais apropriada; projetar a ‘sombra do futuro’, pois isso favorece a cooperação e os ganhos para todos; e aderir a mecanismos centralizados  como organizações internacionais formais. Os mecanismos para promover a cooperação devem focar-se na manutenção dos acordos e num grande custo da não-cooperação, inclusive em formas de sanções.

Na coordenação não há uma estratégia dominante, a decisão de cooperação depende do comportamento do outro. Essa forma de cooperação funciona melhor com um número de países menor. E assim, já não é tão importante a criação de uma organização internacional, uma vez que o abandono é menor.

Na persuasão há uma condição de assimetria mais clara de interesses. A idéia é que o mais forte consiga convencer os mais fracos a cooperarem numa organização multilateral formal porque assim garantem influência sobre eles a partir da institucionalização de regras que lhe são mais favoráveis. Para os países menos poderosos é melhor não cooperar.

Na garantia, o resultado preferível é a cooperação, mas ela se dá por áreas temáticas, uma de cada vez. À medida que todos cooperam sobre um tema avançam para outro, assim, diminui-se a chance de defecção em função dos ganhos já obtidos.

Condições de instabilidade e incerteza podem levar um Estado a adotar o multilateralismo na cooperação internacional. Até mesmo de uma perspectiva hegemônica o multilateralismo é tido como solução em favor de benefícios no longo prazo e estabilidade.

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Campanha ateísta em ônibus de Londres

Outubro 22, 2008

Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: “Provavelmente, Deus não existe”.

A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões.

Bus BannerO objetivo da BHA com a campanha é “promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho”.

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life” (“Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”, em tradução livre).

“Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco”, disse Hanne Stinson, presidente da BHA.

“Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor”, concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

“A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças”, disse Dawkins.

“Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem – e pensar é um anátema perante a religião”, completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que “ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação”.

“As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam”, afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um “interesse constante em Deus”.

“Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida”, disse Jenny Ellis, reverenda metodista.

“O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado”, completou a religiosa.

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Lya, em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor

Outubro 20, 2008

Meu Deus, como andamos chatos…

 Não paramos de reclamar.

 Muitas vezes com razão: os impostos, o custo de vida, o desemprego, a violência, a prolongada adolescência dos filhos, a súbita falsidade de alguém em quem confiávamos tanto, a velhice complicada dos pais, a pouca autoridade das autoridades, a nossa própria indecisão…

 As rápidas mudanças na sociedade, alguns ainda tentando arrastar o cadáver dos valores que precisam ser mudados, outros tentando impor a anarquia quando a gente devia era renovar, não bagunçar.
Li'l sad clown
Pensei que uma das coisas que andam ficando raras é a alegria, e comentei isso. Alguém arqueou uma sobrancelha: – Alegria?

A palavra está até com cheiro de mofo… Tanta coisa grave acontecendo, tanta tragédia, e você fala em alegria?

 Pois comecei a me entusiasmar com a idéia, e provocativamente fui contando nos dedos os motivos que deveriam levar a que o grupo se alegrasse:

- a lareira crepitava na noite fria,

- uma amizade generosa circulava entre nós,

- três bebês dormiam ali perto,

- na sala ao lado, ouviam-se risadas…

- e, apesar de sermos na pequena roda mais ou menos calejados pelas perdas da vida, tínhamos os nossos ganhos em experiência, amores, conhecimento e esperança.

 Nenhum de nós desistira da jornada. Nenhum de nós era um malfeitor, um ser humano desprezível, ao contrário: a gente estava na luta, tentando ser decente, tentando superar os próprios limites.

Havia marcas da passagem do tempo em todos os rostos: ninguém se fizera deformar pelo fanatismo da juventude eterna, mas todos se gostavam o suficiente para não se deixar cair feito um trapo velho.

 Olhei em torno e gostei de nós:

- ali se viam belos cabelos pintados e belos cabelos brancos,

- rostos interessantes que tinham visto muita coisa,

- bocas marcadas que haviam dado muitas risadas e pronunciado palavras amorosas, mas também falado coisas duras, silenciado quem sabe ternuras difíceis, ocultado queixas que deveriam ter sido lançadas.  Mãos que tinham segurado bebês, conduzido crianças, confortado adolescentes, cuidado de velhos doentes, fechado pálpebras, dirigido automóveis, segurado ombros, fendido ondas, tapado o rosto em pranto solitário?  Quantas vezes?

 Éramos tão humanos, tão desvalidos e tão guerreiros, o pequeno grupo de amigos diante de uma lareira na noite fria, como centenas, milhares de outros, homens, mulheres, crianças entre os dois mistérios do nascer e do morrer.

 Repeti a minha pequena heresia:

Eu acho que uma das coisas que andam faltando, além de emprego, decência e tanta coisa mais, é alegria.

A gente se diverte pouco. Andamos com pouco bom humor…

 Erico Veríssimo, velho amigo amado, uma de minhas mais duras perdas, me disse quando eu era muito jovem:

“- Lya, em certos momentos o que nos salva nem é o amor, é o humor“.

 Um riso bom ou um sorriso terno em meio a toda a crueldade, falsidade, hipocrisia, violência de acusações abjetas, de calúnias vis, de corrupção escandalosa, de desagregação familiar melancólica, de mentira secreta e venenosa podem nos confortar e devolver a esperança.

 Lya Luft – uma (exímia) escritora.

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ONU elege não-permanentes no Conselho de Segurança

Outubro 17, 2008

da Folha Online

Sem concorrentes, o México foi escolhido nesta sexta-feira para ocupar a vaga de membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU destinada à América Latina. Os países elegeram, para a vaga da Ásia, o Japão, que concorria com o Irã; para a da África, Uganda, em candidatura única; e para as da Europa, a Áustria e a Turquia, que venceram a Islândia.

Os cinco novos membros não-permanentes recebem um mandato de dois anos a ser exercido entre 2009 e 2010.

O Conselho de Segurança é a instituição da ONU responsável, por exemplo, por decisões relativas à aplicação de sanções e envio de tropas de paz.

No total, o Conselho de Segurança possui 15 integrantes. Destes, cinco são permanentes e possuem direito a veto –China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia–; e dez são divididos em dois grupos com mandatos de dois anos que são eleitos anualmente pela Assembléia Geral da ONU. Para ser eleito, um país precisa receber dois terços dos votos dos Estados presentes e votantes.

Brasil

O tamanho do Conselho tem crescido desde que a ONU foi criada, em 1945. Em 1965, o número de membros eleitos aumentou de seis para dez. Há anos, Brasil, Índia, Alemanha e Japão tentam convencer a Assembléia a aumentar o número de assentos permanentes para pleitearem uma vaga. Neste ano, os 192 países-membros já decidiram, por unanimidade, que as negociações para as novas regras do Conselho de Segurança devem começar, no máximo, em fevereiro que vem.

O Brasil já foi eleito membro não-permanente nove vezes, e, acreditam os diplomatas, teria votos suficientes para ser escolhido membro permanente. Nesta sexta, mesmo sem ter sido candidato à vaga de não-permanente da América Latina, o Brasil recebeu um voto favorável.

Fonte: Folha Online

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100 Brasileiros

Outubro 17, 2008

100 BrasileirosEsta publicação traz a biografia de 100 brasileiros que tiveram o mérito de, no desempenho de suas atividades, ultrapassar o êxito pessoal e servirem como símbolos de um ideal coletivo.

O livro tem em si a pretensão de inspirar e estimular a reflexão sobre a identidade nacional.

Para consultar (e fazer o download!) a publicação, disponível em formato PDF, acesse o Portal do Governo Brasileiro: 100 Brasileiros.

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Vote Gabeira

Outubro 16, 2008

Gabeira

Vamos reinventar o futuro do Rio e recolocá-lo no caminho da paz e da prosperidade.

Transformar o Rio de Janeiro em uma metrópole globalmente competitiva, apostando nos setores mais dinâmicos e para os quais a cidade tem forte vocação, como o turismo, a cultura, o entretenimento, os serviços de alta valor agregado e indústrias de base tecnológica.

Vote Gabeira!

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Fim do Mundo Plural

Outubro 16, 2008

Hoje, por vaidade, imoderada e infundada, troco o nome do site de MUNDO PLURAL para ARAUTO DIPLOMÁTICO.

Saudações pluralísticas,

DOUGLAS ARMENDONE

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Jane Grey

Outubro 15, 2008

Com a idade de 15 anos, manipulada por políticos inescrupulosos, Lady Jane Grey ocupou o trono inglês durante nove dias e foi, por isso mesmo, condenada à morte

Jane Grey nasceu em outubro de 1537 na localidade inglesa de Bradgate, Leicestershire. Bisneta de Henrique VII e filha do marquês de Dorset e de Lady Frances Brandon, recebeu esmerada educação com excelentes preceptores. Falava e escrevia grego, latim, francês, hebraico e italiano. Em 1551 seu pai recebeu o título de duque de Suffolk e Jane Grey passou a freqüentar a corte. Dois anos depois combinou-se seu casamento com Lord Guildford Dudley

Pouco antes de morrer, o rei Eduardo VI decidiu legar o trono a Lady Jane e seu marido, e negar assim o direito sucessório às filhas de Henrique VIII. Em 10 de julho de 1553, a jovem foi nomeada rainha da Inglaterra. Nove dias depois, a princesa Mary Tudor, que contava com o apoio do povo e de grande parte da nobreza, proclamou-se também rainha, e o duque de Suffolk convenceu a filha a abdicar do trono que ela afinal não desejava. Com o marido, foi condenada por alta traição. Lady Jane Grey foi decapitada em 12 de fevereiro de 1554


Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
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Origens da Guarda Suiça

Outubro 14, 2008

Guarda Suíça Pontifícia é o nome dado à atual guarda papal e da Cidade do Vaticano.

Guarda Suiço

 Inicialmente a Guarda Suíça era um conjunto de soldados suíços mercenários, que combatiam por diversas potências europeias entre os séculos XV e XIX em troca de pagamento. Hoje só servem o Vaticano.

 A Guarda Suíça do Vaticano foi formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de proteção feita em 1503 do Papa Júlio II aos nobres suíços. Cerca de 150 nobres tidos como os melhores e mais corajosos chegaram a Roma vindos dos cantões de Zurique, Uri, Unterwalden e Lucerna. O seu comandante era o capitão Kaspar von Silenen.

 A batalha mais expressiva foi em 6 de maio de 1527, quando as tropas invasoras imperiais de Carlos V de Habsburgo, em guerra com Francisco I, entram em Roma. O exército imperial era composto de cerca de 18000 mercenários. Em frente à Basílica de São Pedro e depois nas imediações do Altar-Mor, a Guarda Suíça lutou contra cerca de 1000 soldados alemães e espanhóis. Combateram ferozmente formando um círculo em volta do Papa Clemente VII visando protegê-lo e levá-lo em segurança ao Castelo de Santo Ângelo. Faleceram 108 guardas, mas em contrapartida 800 dos 1000 mercenários do assalto caíram mortos pelas alabardas dos suíços.

 Assim, 6 de maio é o dia de admissão de novos guardas. Eles prestam juramento diante do Papa e fazem o juramento com a mão direita levantada e os três dedos do meio abertos, recordando Zurique, Uri, Unterwalden e Lucerna.

 É o único grupo de mercenários aceito pela lei suíça. Do corpo da Guarda Suíça só podem fazer parte homens de robusta e rude constituição física, católicos, com nível superior, ter idade entre 18 e 30 anos e com reputação criminal e social absolutamente imaculadas. Devem também ter feito já treino militar do exército Suíço. Dois anos, eventualmente renováveis, até um máximo de 20, são o tempo de compromisso mínimo de um guarda Suíço.

 Guarda Suiça no VaticanoO curioso uniforme da Guarda é um espetáculo à parte. Com sua malha de cetim nas cores azul-royal, amarelo-ouro e vermelho-sangue, causa estranheza que um soldado esteja trajado com roupas tão coloridas. O design do traje é atribuído a Michelangelo e pode ser visto tanto no Vaticano quanto no castelo Papal de Avignon, sede do papado nos séculos XIII a XIV.

 A língua oficial da Guarda Suíça é o alemão.

 O atual comandante da Guarda Suíça Pontifícia, Daniel Rudolf Anrig, jurista e chefe da polícia criminal do cantão de São Galo (St. Gallen), entre 2001 e 2006, foi designado por Bento XVI, em substituição ao coronel Elmar Theodor Maeder.

 

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